Metadados
Número de registro
348362.1922.213471.19022020
Título
O realismo na filosofia da ciência de David Hume
Data inicial
1 de maio de 2020
Data final
28 de fevereiro de 2021
Coordenadora/Coordenador
Fundo/Unidade do IFRS
Dimensão
Pesquisa
Descrição
O objetivo dessa pesquisa é indicar que, segundo o ponto de vista dos realistas, o fundamental é observar que Hume afirma categoricamente que nós temos uma ideia (ou percepção) de objetos externos, ou objetos distintos e contínuos: uma ideia da existência de entidades não-subjetivas. A ideia de objeto externo deve ter, portanto, algum significado preciso, deve ser inteligível, caso contrário ela não poderia ser uma crença, na medida em que, segundo a teoria humeana da crença, apenas podemos crer naquilo que podemos conceber. A principal implicação dessa tese é a ideia de que a teoria empirista das percepções, baseada no critério de consciência imediata, não pode ser a explicação total da natureza do pensamento. Se a teoria das percepções estrita fosse verdadeira nós sequer poderíamos ter uma ideia de objetos externos. Mas nós não temos apenas uma ideia desses objetos, nós inevitavelmente e naturalmente acreditamos em sua existência. Defenderei que a neutralidade ontológica das percepções, segundo o critério de consciência imediata, em conjunção com a tese de que nós cremos em objetos externos, abre a porta para que o realista possa mostrar a verdadeira força do naturalismo na filosofia de Hume e as limitações do critério de consciência imediata na determinação da existência das percepções. Essa pesquisa espera indicar que o realismo cético é a face realista do naturalismo de Hume.
Palavras-chave
Ceticismo | Filosofia da Ciência | Hume | Mundo externo | Realismo
Situação
Atividade COM RELATORIO FINAL
Sistema de registro
SIGProj
Responsável pelo Registro
NuMem/IFRS
