Metadados
Número de registro
289009.1612.282116.15022018
Título
O TIMBRE COMO AFETO NO ROCK INDEPENDENTE BRASILEIRO Uma abordagem semiótica
Data inicial
30 de abril de 2018
Data final
29 de abril de 2021
Coordenadora/Coordenador
Fundo/Unidade do IFRS
Dimensão
Pesquisa
Descrição
O presente projeto pretende compreender como o timbre, na música, é capaz de comunicar através de processos afetivos. Partimos da definição de Flo Menezes, para quem o timbre 'não constitui um parâmetro do som, mas consiste antes na resultante dos demais atributos sonoros (a altura, a intensidade e a duração) inter-relacionados entre si' (2003, p. 199). O afeto, por sua vez, será lido como forças, intensidades, sensações que podem tanto ser potencialidades quanto a ação de um corpo sobre outro. Queremos pensar o timbre do mesmo modo, para além da experiência estética, bem como da ideia de que seja um fenômeno que escapa à significação. Para tanto, também compreendemos o afeto como um signo, tal como proposto por Gilles Deleuze (2007). Assim, podemos encarar relações entre materialidades - humanas e não-humanas - como processos sígnicos. Para verificar esta hipótese, nós observaremos o timbre como afeto na obra de artistas do rock independente brasileiro. A relevância de tal estudo está na proposta de compreensão do timbre através de um modelo comunicacional imanente. Ao invés de compreender o timbre como um transmissor de emoções, aqui ele será apresentado tanto como um acontecimento (o resultado da mistura de corpos) quanto como um corpo transformado (afeto). Surge daí a necessidade de não reduzir o estudo à atualidade do timbre (ao momento em que ele se manifesta), observando, também, a rede sociotécnica que permite que ele se constitua como tal e, além disso, os desdobramentos afetivos gerados nos corpos após a manifestação do timbre.
Palavras-chave
Afeto | Comunicação | Música pop. | Semiótica | Timbre
Situação
Atividade COM RELATORIO FINAL
Sistema de registro
SIGProj
Responsável pelo Registro
NuMem/IFRS
